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Índice de conteúdos- Gestão de estoque: o que é, tipos e importância na supply chain
- O que é gestão de estoque?
- Importância da gestão de estoque
- Principais desafios na gestão de estoque
- Tipos de gestão de estoque: etapas para um gerenciamento eficaz
- Principais KPIs na gestão de estoques
- Gestão de estoques em diferentes setores
- O objetivo da gestão de estoques: otimizar as operações
- Perguntas frequentes sobre gerenciamento de estoque
A gestão de estoque é um processo essencial que impacta diretamente a lucratividade e a competitividade de uma empresa. O objetivo principal é equilibrar o estoque necessário para atender à demanda enquanto minimiza custos de armazenamento e o risco de obsolescência. Neste artigo, detalharemos o que é a gestão de estoque e sua importância.
O que é gestão de estoque?
A gestão de estoques é o processo de supervisão e controle do fluxo de produtos em uma empresa, desde a aquisição até o armazenamento e eventual distribuição ou venda. O objetivo é manter o equilíbrio entre a disponibilidade do produto e os custos do estoque.
Uma gestão eficaz do estoque permite que as empresas respondam rapidamente à demanda do mercado sem, o que evita problemas financeiros e operacionais.
Importância da gestão de estoque
A importância da gestão de estoque transcende os limites do armazém. Ela é a bússola que guia uma empresa na busca pelo equilíbrio delicado entre evitar a escassez e reduzir os custos associados ao excesso. Uma gestão eficiente não apenas garante a satisfação do cliente ao oferecer produtos prontamente, mas também otimiza os recursos financeiros, reduzindo desperdícios e maximizando os lucros. Em um mercado competitivo, a gestão de estoque se torna um diferencial estratégico que impulsiona o crescimento sustentável.
Principais desafios na gestão de estoque
A crescente complexidade das cadeias de suprimentos e a evolução das expectativas dos clientes aumentaram os desafios na gestão de estoques. Abaixo, estão três dos principais desafios atuais:
1. Aumento dos custos de armazenamento
O aumento no custo do espaço de armazenamento, juntamente com as despesas com mão de obra, eleva o custo geral de manter estoques maiores para garantir alta disponibilidade.
2. Risco de obsolescência
Com as rápidas mudanças nas tendências do mercado e os avanços tecnológicos, manter grandes quantidades de estoque aumenta o risco de determinados produtos se tornarem obsoletos.
3. Condições de financiamento mais rigorosas
O acesso a crédito ou financiamento para cobrir grandes estoques pode ser um desafio para algumas empresas, afetando seu fluxo de caixa. Estudos sugerem que o valor do estoque pode representar mais de 30% dos ativos de uma empresa, destacando a importância de implementar processos eficientes de gerenciamento de estoque para reduzir os riscos financeiros e aumentar a lucratividade.
Tipos de gestão de estoque: etapas para um gerenciamento eficaz
A gestão de estoque não é uma abordagem única, mas um conjunto diversificado de estratégias adaptadas às necessidades específicas de cada negócio. Exploraremos alguns dos tipos mais proeminentes, cada qual oferecendo uma perspectiva única sobre como equilibrar oferta e demanda.
Da estratégia de negócios às operações
A primeira coisa a considerar é que uma gestão de estoques eficiente começa com um alinhamento claro com a estratégia de negócios da empresa. Dependendo do posicionamento da empresa, o a gestão de estoque pode variar.
De acordo com o modelo de Treacy e Wiersema, há três abordagens estratégicas principais:
- Liderança de produto: focada em inovação constante e uma ampla variedades, exigindo volumes maiores para evitar rupturas de estoque.
- Excelência operacional: aqui, o foco está na eficiência de processos. O objetivo é minimizar os custos de armazenamento e maximizar a rotatividade dos produtos.
- Intimidade com o cliente: a prioridade é fornecer aos clientes exatamente o que eles precisam, quando precisam, o que pode envolver a manutenção de um estoque diversificado e evitar a todo custo a falta de estoque.
Identificar a estratégia dominante ajuda a orientar as decisões da gestão de estoque mais funcional para sua empresa. Por exemplo, se a sua abordagem for especializada em excelência operacional, seu desafio será minimizar os níveis de estoque, enquanto uma empresa que se destaca na intimidade com o cliente precisará dar atenção especial à prevenção de falta de estoque.
Classificação de produtos: a curva ABC
Uma das principais táticas de gerenciamento de estoque é a classificação ABC, baseada no princípio de Pareto, que indica que 20% dos produtos geram 80% da receita.
Isso significa que os produtos mais valiosos para a empresa devem receber maior atenção e controle, enquanto aqueles com menor impacto podem ser gerenciados de forma mais simples.
- Categoria A: produtos de alto volume de negócios ou de alto valor que geram a maior parte dos lucros.
- Categoria B: produtos que afetam moderadamente as vendas ou as margens e exigem supervisão de nível médio.
- Categoria C: itens de baixo volume de negócios ou de baixo valor que exigem gerenciamento mínimo, de preferência totalmente automatizados.
Essa abordagem ajuda as empresas a priorizar os recursos nos produtos mais lucrativos e a evitar o desperdício de tempo e esforço naqueles que agregam menos valor.
Lote Econômico de Compra (LEC):
A Lote Econômico de Compra (LEC) é um método matemático que ajuda as empresas a determinar a quantidade ideal de produtos a serem encomendados. O objetivo do LEC é equilibrar os custos de pedido com os custos de armazenagem, minimizando as despesas gerais relacionadas ao estoque. O LEC é particularmente útil porque ajuda as empresas a reduzir os custos gerais de gerenciamento de estoque, garantindo que elas façam o pedido da quantidade certa no momento certo, evitando o excesso de estoque e a falta de estoque. Saiba mais sobre o lote econômico de compras e sua fórmula.
Gerenciamento e controle do ciclo de vida do produto
Gerenciar o portfólio de produtos é um dos aspectos mais complexos da gestão de estoque. As empresas precisam determinar quais produtos manter em estoque, quando lançar novos produtos e quando descontinuar aqueles que não são mais lucrativos. Essa tarefa é simplificada com ferramentas como as matrizes de portfólios, que ajudam a tomar decisões mais racionais e menos emocionais sobre o gerenciamento do portfólio de produtos.
Além disso, o controle do ciclo de vida do produto é essencial para evitar o acúmulo de estoque que pode acabar se tornando obsoleto. A maioria dos produtos passa por vários estágios: introdução, crescimento, maturidade e declínio. Os níveis de estoque devem ser ajustados de acordo com o estágio de vida do produto. Os maiores riscos de obsolescência ocorrem no início e no final do ciclo de vida, quando a demanda é mais incerta.
Um dos métodos mais eficazes para decidir se um produto deve ser estocado é usar um índice de ações, como o mostrado abaixo:
Estoque de segurança: quando e quanto pedir
O estoque de segurança é uma reserva adicional de produtos mantida para cobrir circunstâncias imprevistas, como um aumento repentino na demanda ou atrasos na entrega do fornecedor. Decidir quando e quanto pedir é uma das decisões mais importantes na gestão de estoques.
O cálculo do estoque de segurança deve se basear em fatores como:
- Nível de serviço: reflete a porcentagem de vezes que uma empresa pode atender a um pedido.
- Erro de previsão de demanda: a falta de precisão nas previsões de demanda afeta diretamente os níveis de estoque necessários para evitar rupturas de estoque.
- Confiabilidade da entrega: considerar a variabilidade nos prazos de entrega é fundamental para evitar surpresas. A confiabilidade da entrega é, de fato, mais importante do que a precisão das previsões de demanda.
Gestão de exceções e tomada de decisões automatizada
Com o aumento da complexidade do estoque e do portfólio de produtos, é fundamental implementar ferramentas de gerenciamento de exceções. Essas ferramentas permitem que você se concentre nos produtos mais críticos, enquanto os itens menos importantes podem ser gerenciados automaticamente pelo software.
A gestão de exceções permite que as equipes de inventário dediquem seu tempo e recursos à resolução de problemas que realmente afetam a lucratividade, deixando os sistemas automatizados para gerenciar produtos menos significativos.
Principais KPIs na gestão de estoques
Na gestão de estoque, medir o desempenho é essencial para identificar áreas de melhoria e garantir que as operações de estoque sejam eficientes e lucrativas. Esse desempenho é medido por meio de indicadores, também conhecidos como KPIs.
Vamos analisar alguns dos KPIs mais importantes no gerenciamento de estoque:
Giro de estoque
O giro de estoque mede quantas vezes o estoque total foi vendido ou usado em um determinado período. Uma alta rotatividade geralmente mostra que os produtos são vendidos rapidamente, enquanto uma baixa rotatividade pode sugerir um gerenciamento deficiente, o que pode levar a produtos obsoletos.
Nível de serviço
O nível de serviço indica a porcentagem de pedidos que uma empresa pode atender com seu estoque disponível sem depender de pedidos de emergência. Um alto nível de serviço significa que a empresa tem a quantidade certa de estoque para atender à demanda dos clientes.
Taxa de obsolescência
Esse KPI reflete a porcentagem do estoque que se torna obsoleto e não pode ser vendido. Uma taxa de obsolescência crescente pode indicar planejamento deficiente ou desalinhamento entre os níveis de estoque e a demanda do mercado.
Tempo de reabastecimento ou lead time
Lead time mede o tempo decorrido desde o momento em que um pedido é feito a um fornecedor até o momento em que os produtos chegam ao estoque. A redução desse tempo é fundamental para melhorar a eficiência operacional e diminuir o estoque de segurança necessário.
Gestão de estoques em diferentes setores
A gestão de estoque varia significativamente de acordo com o setor. Cada um tem seus próprios desafios e nuances que moldam a forma como gerenciam seus estoques.
A seguir, exploramos como as abordagens de gerenciamento de estoque diferem entre manufatura, distribuição, varejo e comércio eletrônico.
Gestão de estoques na indústria
A gestão de estoque na indústria se concentra principalmente em equilibrar a disponibilidade de matéria-prima com uma produção eficiente.
Os principais aspectos desse setor incluem:
- Gerenciamento de componentes: alguns materiais ou componentes podem ser caros ou difíceis de obter, o que torna crucial manter níveis ideais de estoque de segurança para evitar interrupções na produção.
- Logística interna e controle de qualidade: diferentemente de outros setores, a manufatura exige a integração do gerenciamento de estoque com a logística interna para garantir que os materiais e componentes fluam sem problemas pelas linhas de produção.
- Previsão de demanda complexa: a previsão de demanda é fundamental não apenas para os produtos finais, mas também para os materiais necessários para produzi-los.
Gestão de estoques na distribuição
No setor de distribuição, o principal desafio é gerenciar grandes volumes de produtos que se deslocam entre diferentes pontos da cadeia de suprimentos, desde os fabricantes até os varejistas.
Os principais aspectos desse setor incluem:
- Otimização do armazenamento: os distribuidores geralmente lidam com grandes volumes de estoque, o que torna essencial a otimização do espaço do depósito. Sistemas como o Warehouse Management Systems (WMS) ajudam a gerenciar com eficiência o recebimento, o armazenamento e a expedição de produtos.
- Vários locais: normalmente, os distribuidores operam com vários centros de logística. A coordenação entre esses depósitos é fundamental para garantir que os produtos estejam disponíveis quando e onde forem necessários, o que envolve um complexo gerenciamento de estoque em vários locais.
- Cumprimento dos prazos de entrega: o setor de distribuição depende muito do cumprimento dos prazos de entrega acordados. Para isso, o estoque deve estar estrategicamente localizado em centros de distribuição próximos aos clientes finais.
Gestão de estoques no varejo
O setor de varejo enfrenta desafios de gestão de estoque relacionados à alta rotatividade de produtos e à necessidade de atender imediatamente à demanda dos clientes.
Os principais fatores desse setor incluem:
- Gestão de estoque na loja vs. no armazém: no varejo, o estoque é dividido entre armazéns centrais e lojas físicas. Garantir que os produtos estejam disponíveis nos pontos de venda certos é essencial para evitar a falta de estoque nas lojas e otimizar o espaço do depósito.
- Alta rotatividade de produtos: o varejo é caracterizado por uma alta rotatividade de produtos, o que significa que o estoque deve ser gerenciado rapidamente para evitar a estocagem e a obsolescência. Isso é particularmente importante em setores como moda ou tecnologia, em que as tendências mudam rapidamente.
- Previsão de demanda sazonal: as vendas no varejo flutuam significativamente de acordo com a estação (por exemplo, durante feriados ou períodos de vendas). O gerenciamento eficaz do estoque no varejo deve ser flexível e adaptável a essas mudanças para evitar falta ou excesso de estoque.
- Manuseio de devoluções: a logística reversa é um grande desafio no varejo, especialmente com a crescente popularidade do comércio eletrônico. O gerenciamento eficiente das devoluções é essencial para minimizar as perdas e otimizar o espaço do depósito.
O objetivo da gestão de estoques: otimizar as operações
Em última análise, o objetivo da gestão de estoque é otimizar as operações e aumentar a eficiência. Isso reduz os custos associados ao armazenamento, ao pedido e à distribuição de produtos. Por exemplo, é comum que as empresas mantenham volumes de pedidos que não são revisados há anos, o que pode levar ao excesso de estoque ou à falta de estoque, dependendo do momento.
A implementação de um sistema eficiente de gestão de estoque oferece vários benefícios para as empresas:
- Redução de custos: os custos operacionais e de armazenamento podem ser significativamente reduzidos.
- Melhoria do fluxo de caixa: uma gestão de estoque eficiente libera capital que pode ser usado em outras áreas da empresa.
- Satisfação do cliente: uma boa gestão garante que o estoque esteja sempre disponível quando o cliente precisar dele, melhorando sua experiência.
- Vantagem competitiva: em um ambiente globalmente competitivo,a gestão de estoque eficiente pode se tornar uma vantagem importante sobre os concorrentes.
O desafio é encontrar o equilíbrio certo entre os custos de estoque e os custos de pedidos. A redefinição das quantidades dos pedidos, usando metodologias como o lote econômico de compra (EOQ), pode levar a economias significativas. Além disso, a integração de sistemas permite a automação de processos e o monitoramento constante dos custos e dos níveis de estoque.
Perguntas frequentes sobre gerenciamento de estoque
O que é gestão de estoque e por que ela é importante para as empresas?
A gestão de estoques é o processo pelo qual as empresas controlam e supervisionam o fluxo de produtos desde a aquisição até a venda ou distribuição. Seu objetivo é encontrar o equilíbrio certo entre a disponibilidade de estoque para atender à demanda e minimizar os custos associados ao armazenamento, à obsolescência e ao capital imobilizado. Um bom gerenciamento de estoque reduz os custos, melhora a satisfação do cliente e aumenta a eficiência operacional.
Qual é a função de cada departamento na gestão de estoque?
Vários departamentos da organização desempenham uma função no gerenciamento de estoques:
- As operações supervisionam o fluxo de estoque e seu impacto na produção.
- O setor de compras é responsável pela aquisição de produtos ou matérias-primas.
- O departamento de logística coordena a distribuição e o armazenamento eficientes do estoque.
- As equipes de vendas e marketing colaboram para prever a demanda e evitar rupturas de estoque.
- O departamento financeiro monitora os custos de estoque para otimizar o capital investido.
Quais processos de negócios fazem parte da gestãode estoque?
A gestão de estoque envolve vários processos comerciais importantes:
- Primeiro, a previsão de demanda, que estima as necessidades futuras do produto.
- Em seguida, a aquisição de estoque, em que as compras dos fornecedores são gerenciadas.
- O próximo é o gerenciamento de armazenamento, que otimiza o espaço e a distribuição dos produtos nos depósitos.
- O controle de estoque garante um estoque suficiente sem excessos, enquanto o reabastecimento de estoque garante que os produtos sejam pedidos no prazo.
- Por fim, a logística de distribuição gerencia a entrega dos produtos aos clientes ou pontos de venda.







