O aftermarket automotivo no Brasil: atualidades e prognósticos

Introdução

Os desafios impostos nos últimos anos pelo cenário econômico no Brasil exigiram (e ainda exigem) uma maior atenção aos processos visando otimização, incremento de performance e maximização de resultados. Dos vários setores industriais, voltamos nossa atenção ao setor de autopeças (autoparts), também considerado como setor de peças de reposição. Esse também teve que se adaptar e se preparar para as mudanças no cenário tanto nacional quanto internacional. A necessidade de transformação consolidou o “Programa Rota 2030” pelo governo federal (veja a lei aqui) que concede benefícios para o setor automobilístico investir em novas tecnologias e acompanhar as dinâmicas do mercado internacional. É claro que automação é condição fundamental para a permanência nesse mercado cada vez mais competitivo. Nesse artigo trazemos informações atualizadas pelo setor através dos últimos relatórios da Sindipeças, Abipeças e Anfavea.

Uma breve revisão teórica

Com a revolução da internet, acesso à informação e novos modelos de compra e venda, o modelo de negócio dos distribuidores atacadistas vem sendo pressionado pela concorrência de outros modelos de distribuição como demonstra a figura 1, e também estão sujeitos aos desafios de seu “próprio” modelo pressionados pelos processos de sourcing: indústrias e importação, assim como cenários e fatores externos que podem afetar na venda e distribuição de seus itens.

Figura 1: Fonte: tIpos de canais de distribuição – MacDonald (2004.p.350) adaptado

Logo, o ressuprimento pode pressionar os distribuidores (complexidade 1, figura2) que olhando critérios de preço, qualidade, tempo de entrega, urgência, ao tomar decisões de compra, se deparam também com os desafios da venda e distribuição (complexidade 2, figura2). Esse descompasso entre as pontas pode gerar riscos sob a gestão de estoque, sejam pelos riscos de rupturas pela falha do momento e modelo de sourcing correto, assim como riscos de excessos de estoque por fatores internos e externos que afetam tanto a venda quanto a distribuição do produto final.

Fonte 2: Slimstock Academy adaptado

Quando estes fatores são somados: a complexidade de um portfólio de reposição de peças (aftermarket automotivo, reposição de peças mecatrônicas, entre outros), mais a necessidade de manutenção da competitividade e altos níveis de serviço, necessitam-se modelos ágeis para que os parâmetros de excelência de seus processos e serviços sejam mantidos ao longo de sua cadeia de distribuição no nível mais granular: item-local.

Se as exigências não são atendidas, ocorre o que mais se teme em uma cadeia, sobretudo para as indústria, que é a chamada ruptura, ou falta de estoque (stock out).

O tamanho da frota de automotores no Brasil

Para começar, vamos olhar como tem se comportado o crescimento da frota de automotores no Brasil a partir do ano 2000. Como automotores são considerados os automóveis (carros), comerciais leves (utilitários), caminhões e ônibus.

 

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São mais de 44 milhões de veículos licenciados rodando pelo Brasil. Desse montante, 83,55% é composto por automóveis (carros), 12,02% por comerciais leves (utilitários), 4,35% por caminhões e apenas 0,08% por ônibus. A fonte dos dados é o DENATRAN. Sem dúvida é um número muito expressivo, maior do que a frota de muitos países somados ao redor do mundo.

Quando observamos esses dados em termos de crescimento relativo ano-a-ano, temos compreendemos porquê a indústria tem se movimentado tanto para manter sua relevância no país. Destacamos dois períodos, 2010, com crescimento de 8,23% e 2016, com 0,82%.

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Esse quadro ajuda a quem não é do setor a entender porquê a digitalização e a automação dos processos passam a ser ainda mais críticas em um mercado mundial cada vez mais competitivo. É preciso ser mais eficiente em um cenário tão adverso. Não pode haver desperdícios de recursos de modo algum.

Pelo gráfico se nota claramente que enquanto a reta da frota nacional despencava, uma outra reta crescia em ritmo semelhante: a da frota de veículos depreciados, isto é, a idade média da frota de veículos aumentou. Se para as montadoras isso é desesperador, para o setor de o setor de reposição automotiva pode ser uma oportunidade.

Para isso ainda veremos: um exemplo de depreciação, a idade da frota, o faturamento, e a balança comercial do setor.

Um exemplo de depreciação

Ainda baseados nos dados do Denatran, fizemos uma simulação do que possivelmente será a frota de caminhões e ônibus em depreciação no Brasil.

Dá pra imaginar que uma parte de nossa audiência pode estar muito feliz com essa informação. E se olharmos esses dados em termos de taxa de crescimento composta? Veja abaixo:

Que oportunidade de negócio, não? Será que as empresas de peças de reposição estão preparadas para esse crescimento? Já estão com o planejamento de demanda em ordem para atender o mercado nos próximos anos? E o dimensionamento do estoque? Como especialistas em otimização de estoques, sabemos como maximizar os resultados, aumentando a disponibilidade, o nível de serviço, ao mesmo tempo em que se libera capital de giro.

A idade de frota brasileira

Quando se trata do setor de peças de reposição (aftermarket), considerar a idade da frota no Brasil é uma informação relevante Os dados são também do Denatran.

Quase 60% da frota brasileira tem mais de 10 anos. Em uma conta rápida com a frota nominal total, isso equivale a mais de 26 milhões de veículos licenciados que demandarão revisões com maior freqüência.

Curioso observar como se distribui tal percentual entre as regiões do país:

O faturamento percentual por setor

A partir do último anuário da Anfavea (veja o anuário de 2019 aqui), coletamos algumas informações relevantes em relação ao faturamento da indústria automotiva. Sem considerar o faturamento com máquinas agrícolas e tratores em geral, a indústria automotiva no Brasil registrou em faturamento líquido (sem impostos) em 2017 de R$ 52 bilhões de reais. Aproveitando que estamos com o foco no setor de reposição (aftermarket), qual o comportamento do setor em relação ao faturamento nos últimos anos? Vejamos:

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O faturamento médio no período está por volta de 15%. E encerrou os últimos anos com cerca de 18%. Será que o setor de aftermarket aumentará sua participação relativa no mercado automotivo nos próximos 5 anos? Ou sua participação no mercado permanecerá comparativamente a mesma, enquanto toda a indústria comemora o incremento no faturamento de uma economia mais forte e uma frota de veículos renovada? O software de otimização de estoques da Slimstock, o Slim4, faz simulações (what-if), auxiliando a tomada de decisões em cenários variados. Saiba mais.

A balança comercial de Autopeças (2001 – 2018)

A balança comercial de autopeças representa muito das alterações que a economia brasileira teve desde o início dos anos 2000. Uma balança comercial negativa em relação ao mercado de reposição parece ter se consolidado. Uma reversão parece ser pouco provável nos próximos anos, pelos motivos que todos aqui sabemos (a exemplo da competitividade em relação ao mercado internacional).

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Chegamos ao fim e voltamos ao começo

Você que chegou até aqui, recorda a dinâmica da cadeia de suprimentos e como é complexa a distribuição em uma indústria como a automobilística? Tendo que atender às demandas de uma país enorme como o Brasil, os desafios são constantes. Por isso, as empresas que alcançam um desempenho melhor são aquelas que conseguem conciliar, de um lado, o conhecimento necessário para atuação em seu mercado e, de outro, as ferramentas adequadas para a execução de uma ótima performance.

A Slimstock é knowledge-partner reconhecida ao redor mundo com mais de 25 anos de existência. Nosso software de otimização de estoques, o Slim4, auxilia empresas de diversos setores a otimizarem suas cadeias de suprimentos, encontrando o maior nível de serviço com o menor estoque possível.

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Casos de sucesso do Slim4 na indústria automobilística ao redor do mundo

 

 

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Na Slimstock, analisamos mais de 100 cadeia de suprimentos por ano. Com base na combinação única de nosso conhecimento, experiência, e ferramentas, podemos rapidamente ver o que é possível e o que deve ser feito. Mesmo antes dos dados mostrarem. Nós chamamos de Supply Chain Physics. Com esse recurso exclusivo, podemos auxiliar sua empresa a criar um roteiro de prioridades: um mapa que faça seu trabalho valer a pena.

Desde 1993, a Slimstock tem sido sinônimo da melhor previsão de demanda, da mais eficiente gestão de estoque, de uma clara análise de estoque e de um estoque confiável. Temos mais de 800 clientes em todo o mundo que incluem grandes, médias e pequenas empresas.

 


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