A Adamas, fabricante de ferramentas diamantadas, precisa entregar com rapidez e diretamente do estoque para profissionais da construção civil em toda a Europa. Para cumprir os prazos de produção e atender o mercado com agilidade, é fundamental que as matérias-primas e os componentes certos estejam sempre disponíveis. Por isso, a gestão de estoques é um ponto crítico para o negócio.
Com o crescimento da empresa, porém, esse processo passou a ser cada vez mais complexo e descentralizado. Segundo Jeroen Molenaar, Gerente de Operações, e Marc Knipmeyer, Gerente de Supply Chain, chegou o momento de dar um passo à frente e profissionalizar a cadeia de suprimentos.
“Não estávamos buscando apenas uma ferramenta”, explicam. “Queríamos um parceiro que realmente entendesse de gestão de estoques.”
Com quase 50 anos de atuação, a Adamas fabrica ferramentas de perfuração, corte e desbaste para uso profissional. Além de marcas próprias, a empresa também produz produtos de marca branca para outros fabricantes e atua como distribuidora de marcas líderes. A operação conta com um centro de distribuição e fábrica em Maasdijk (Holanda), além de uma planta produtiva em Herentals (Bélgica).
“Produzimos principalmente para estoque, porque a maioria dos clientes não consegue planejar com muita antecedência”, explica Molenaar. “Também fabricamos itens sob encomenda, mas mesmo esses precisam ser entregues em poucos dias. Manter um bom nível de estoque é essencial para garantir entregas rápidas e nos diferenciar da concorrência.”
Capital de giro cada vez mais pressionado
Historicamente, a gestão de estoques na Adamas era feita por diferentes áreas, cada uma cuidando de uma parte do processo. Os componentes eram comprados com meses de antecedência para garantir a produção, mas havia pouca visibilidade da demanda real.
Para reduzir riscos, o planejamento criava pedidos “fictícios” no ERP, enquanto o time de compras adicionava estoques de segurança extras — seja por precaução, seja para ganhar escala nas negociações.
“Estávamos sempre tentando prever tudo o que poderia dar errado”, conta Knipmeyer. “Com a alta dos preços, cada vez mais capital ficava parado em estoque. Ao mesmo tempo, o risco de obsolescência só aumentava, já que os ciclos de vida dos produtos estavam ficando mais curtos.”
Buscando uma solução
Ficou claro que a empresa precisava profissionalizar a gestão de estoques, com planejadores dedicados e o apoio de um software avançado de supply chain.
“Basta abrir uma revista de logística para encontrar um case da Slimstock”, diz Molenaar. “Quando conhecemos o time em uma feira e analisamos os cases, percebemos que eles enfrentavam exatamente os mesmos desafios que nós. A partir daí, pedimos uma demonstração.”
Um dos pontos que mais chamou atenção foi o conceito de gestão por exceção, base do Slim4.
“Em vez de ficarmos procurando problemas manualmente, o sistema aponta automaticamente riscos e desvios futuros”, explica Molenaar.
Por que a Slimstock?
Além da tecnologia, o conhecimento do time da Slimstock foi decisivo.
“Eles não vendem apenas software”, reforça Knipmeyer. “Eles ensinam como usar a ferramenta da forma certa e como gerar resultados reais. Isso foi um grande diferencial em relação a outros fornecedores.”
Naturalmente, a diretoria queria entender o retorno do investimento.
“O Slim4 é um investimento relevante para uma empresa do nosso porte”, afirma Knipmeyer. “Mas os números mostraram que o retorno viria rápido. A expectativa era reduzir o estoque em até 30% em um ano, melhorar a disponibilidade e ganhar eficiência. Isso tornou a decisão muito clara.”
Resultados já no início do projeto
Com a nova estrutura de supply chain em operação e o Slim4 rodando desde o início do ano, os primeiros resultados não demoraram a aparecer.
“Já conseguimos reduzir o valor total do estoque em 10%, aumentar a disponibilidade em 2% e manter a mesma carga de trabalho com menos recursos”, destaca Knipmeyer.
As áreas de compras e vendas deixaram de apagar incêndios no dia a dia e passaram a focar em indicadores estratégicos. Já os planejadores agora conseguem trabalhar de forma mais analítica, melhorando políticas de estoque, quantidades de compra, ciclo de vida dos produtos e relacionamento com fornecedores.
“Antes, simplesmente não havia tempo para isso. Agora, essas melhorias vão continuar gerando valor no longo prazo.”
Um impacto positivo em toda a empresa
Os dois gestores avaliam o projeto de forma muito positiva e destacam a parceria com a Slimstock.
“A colaboração foi excelente: rápida, clara e com muito conhecimento técnico”, afirma Knipmeyer. “O que começou como um projeto de software virou um verdadeiro projeto de aprendizado.”
Molenaar complementa:
“Talvez o maior ganho seja o clima interno. As pessoas veem que a empresa está evoluindo, que os processos estão melhorando. Isso gera engajamento e motivação.”
Projeto estruturado em três frentes
Para garantir o sucesso, a Adamas dividiu o projeto em três frentes bem claras: pessoas, processos e tecnologia.
“Isso evitou discussões intermináveis”, explica Molenaar. “Criamos três equipes: uma para desenhar a nova organização de supply chain, outra para escolher as ferramentas e uma terceira para definir KPIs e metas. Essa clareza fez toda a diferença.”





