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Gestao De Estoque E Ciclo De Vida Do Produto

Um bom gerenciamento do ciclo de vida do produto é essencial quando se trata de otimizar estoques e gerenciar a cadeia de suprimentos.

 

Um bom gerenciamento do ciclo de vida do produto é essencial quando se trata de otimizar estoques e gerenciar a cadeia de suprimentos. Das diferentes fases do ciclo de vida do produto, há duas em que os riscos para a empresa são maiores:

  • A fase de introdução do produto no mercado
  • A fase de declínio (fase-out)

Neste artigo nós nos concentraremos no declínio e nos detalhes de quais são os pontos chaves a se ter em conta quando temos que gerenciar o fim da vida de um artigo.

Ciclo de vida do produto

1. Planejar a morte do produto

A fase de declínio de vendas de um produto é uma das mais difíceis de gerenciar. Caso não se faça nada a tempo, pode-se encontrar um alto estoque de itens obsoletos no depósito ou causar muitas rupturas antes que os clientes parem de comprar ativamente o produto.

Como encontrar o equilíbrio? Primeiro, devemos nos concentrar em gerenciar adequadamente a última compra do produto e, assim que isso for feito, atender a sua última venda.

Os problemas na fase de declínio começam quando não percebemos que esse chegou. Isso implica que continuamos administrando (e comprando) o item em questão como se fosse um produto no estágio de maturidade, com vendas estáveis. Agindo dessa maneira, haverá excesso de estoque que se tornará obsoleto após algum tempo.

Analisar a evolução das vendas

É muito importante analisar a evolução das vendas de nossos produtos de forma sistêmica para detectar qualquer possível impacto sobre sua demanda. Desta forma, podemos agir antecipadamente aos problemas. Essa boa prática de gerenciamento nos permitirá, por exemplo, perceber quando um produto está entrando na fase de declínio.

Em primeiro lugar, devemos garantir que existam, de fato, razões estruturais pelas quais essa fase foi iniciada. Caso contrário, poderíamos estar em uma situação circunstancial que nos levaria a cometer o erro de “matar” o produto antes que seja realmente necessário.

Algumas perguntas que podem nos ajudar a resolver essa situação são as seguintes:

  • A concorrência oferece um produto substituto com benefícios superiores e a um preço melhor?
  • Desenvolvemos um novo produto que substitui o atual?
  • As necessidades de nossos clientes mudaram e, portanto, pararam de comprar o produto?
  • O gerente de produto decidiu excluir este produto do catálogo da próxima temporada?

Depois de verificarmos que o produto realmente iniciou a fase de declínio, nossa estratégia de compra deve mudar completamente. Passaremos então do modelo baseado no Lote Econômico de Compra (LEC, saiba mais aqui) — o qual se aplica a produtos maduros, mesmo quando há tendências e sazonalidades — ao modelo denominado “a regra do jornaleiro”, que determina que a quantidade que compramos hoje, amanhã não poderá ser vendida, pois estará obsoleta.

Isso pode ser, em alguns casos, um passo lógico anterior para deixar de oferecer o produto.

Outra mudança importante na maneira de gerenciar o estoque de um item que entra na fase de declínio é planejar sua data de morte. Em outras palavras, defina a data a partir da qual deixaremos de oferecê-lo.

Muitas vezes acreditamos que não podemos fazer nada além de esperar que nossos clientes parem de comprá-lo. No entanto, podemos tomar essa decisão. Quais vantagens isso pode implicar?

2. Esgotar o estoque de segurança

Planejar a data de morte de um produto nos permitirá evitar pedidos de clientes que não podem ser atendidos devido à falta de estoque disponível. Além disso, nos ajudará a garantir que, naquele dia, não tenhamos mais estoque no depósito (estoque de segurança, mostruário …).

Em suma, vamos reduzir significativamente o risco de acumular obsoletos, minimizando o risco de quebra de estoque, e também será fundamental ter boas previsões que considerem a tendência decrescente nas vendas e sua possível acentuação à medida que a fase final progride . Os clientes saberão que esta é a sua última chance de comprar este produto, por isso vamos incentivá-los a nos informar qual é a sua demanda, especialmente se for uma quantidade relevante.

3. Retirar o produto de modo coordenado de todos os canais de venda

Além disso, impediremos que as áreas de suprimentos recebam necessidades de produtos que, em tese, não estejam mais à venda, porque os pedidos dos clientes entram por meio de canais dos quais eles ainda não foram retirados. Essa situação, que devemos evitar, pode significar rupturas ou até mesmo forçar a fazer compras emergenciais de alto risco e inesperadas pelo fornecedor.

Fale com um especialista e veja como superar os desafios de estoque

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Luis Talib

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